
O Papa Bento XVI disse nesta quinta-feira que o escândalo de abuso sexual que abalou o catolicismo mostrou que a Igreja precisa cumprir penitência por seus pecados.
"Agora, sob ataque do mundo que nos fala sobre nossos pecados, podemos ver que a capacidade de cumprir penitência é uma graça e vemos o quanto é necessário cumprir penitência e então reconhecer o que está errado em nossas vidas", disse o Papa durante uma missa no Vaticano.
Isso envolveria "abrir-se para o perdão, preparar-se para o perdão, permitindo que se seja transformado", disse o Papa, cuja última manifestação sobre o escândalo foi uma carta ao povo irlandês, divulgada no dia 20 de março.
O foco do papa Bento XVI na questão da penitência é um contraste à ênfase recente dos altos clérigos, defendendo a Igreja e o papa do que eles retratavam como uma campanha orquestrada por uma mídia hostil.
O assessor pessoal do papa chegou a comparar o escândalo de abuso ao anti-semitismo, gerando fortes críticas dos judeus e das vítimas dos abusos pelos padres.